entre o que fala
e cala
a cara
abre-se
dentro da
madrugada
desperta
aperta o nó
e segue
alerta
contra o som
do que não veio
o silêncio
grita entre
a janela e a porta
e no quintal dos fundos
o mundo ronca
sobre tudo
aquilo
que não tenho
arturgomes
pós os ismos tudo é pós na pele ou nas aranhas na carne ou nos lençóis no palco ou no cinema o que procuro nas palavras é clara quando não é gema até furar os meus olhos com alguma cascata de luz devassa em mim quando transcende lamparina que acende e transforma em mel o que antes era pus (artur gomes)
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