furtividade da cor acaso da semente engravidando a terra
último amor inverno
notas orientais arte de podar mágico bonsai
eterno amor é Hera
sandra santos
poemaginário
bebo minha memória num punhado de palavras tristes
na desordem dispersa duma sentença estranha
por isso tenho esse olhar de ácido esmaecido
e um coração afeito ao riso
como se fosse o idílio sob a lona de um circo
às vezes simplesmente vomito
e finjo silêncios no espasmo amargo do grito
(lau siqueira – poemas vermelhos)
Felicidade
A doce tarde morre. E tão mansa Ela esmorece,Tão lentamente no céu de prece, Que assim parece, toda repouso, Como um suspiro de extinto gozo De uma profunda, longa esperança Que, enfim cumprida, morre, descansa... E enquanto a mansa tarde agoniza, Por entre a névoa fria do mar Toda a minh'alma foge na brisa: Tenho vontade de me matar! Oh, ter vontade de se matar... Bem sei é coisa que não se diz. Que mais a vida me pode dar? Sou tão feliz!- Vem, noite mansa...
Manuel Bandeira In:"Estrela da vida inteira"
foto: artur gomes
EntriDentes 3
quando pela primeira vez mergulhei teus mares Rio das Ostras gozei de amor e ócio não havia ainda vândalos selvagens não teus primitivos mas os que vieram depois para destruir a tua história sem respeitar ao menos a arqueologia dos teus ossos
2
a flor da tua pele me provoca amor intenso mas amor não tem nome pele ou sobrenome amor é sempre uma outra coisa de tudo aquilo que penso amar-te não pelo acaso de encontrar-te cabelos ao vento onde provoca arte em tudo aquilo que invento
que o novo ano seja um ovo chocante. verde, azul ou rosa, como aqueles dos bares das rodoviárias. mas que seja também um torso constante verde e rosa ou azul e que ele te leve longe das barbáries, das intempéries e das políticas que não tem amor como raiz.
que o novo calendário seja um ideário que possa se realizar; que o seu amor seja possível de amar; que esses mais outros dias sejam de se rever aquilo que se recusou a reconstruir.
que a gente possa ter um estojo onde guarde grafite, tinta e borracha e saiba gravar o que é sempre, o que é provisório, o que é definitivamente agradável ou nojo, imprescindível ou descarte. que a gente, toda gente, possa ver a luz do próximo dia sem maldizer mais um dia que nasceu. que a gente quando for fazer mais gente que saiba que isso inclui: amor, paz, carinho, zelo e sustentabilidade.
quero dizer: não adianta eu morrer por você, eu parir alguém, sem necessidade.
quero dizer: que o novo ano seja um ano novo, um ovo de colombo.
Não quero que entre por meus olhos Quero absorver-te hermética, Sugado pelo umbigo Não quero que chupe meus joelhos Nem que me engula em saliva Quero que cuspa o teu ventre E que excrete a espinha dorsal Colossal Num prato raso, de barro cozido Não aceito pontuação Em minha pele ardida Meu humor cachaça Exala sorriso suado Quero regaço al dente Pimenta vermelha na orelha Ao sol exposta a carne fresca de minha flor dália Secará salgada pelo ardor de todo teu despudor
14 Na segunda-feira o noticiário transmite a semana.
Doem os olhos fixados na tela disparatada: a morte desencontrada dos atos de bondade: o sorriso ampliado em deboche. O final do tempo concedido ao comentário. Apago a tela e me conformo.
(Pedro Du Bois, inédito)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
eu lhe desejo um NATAL de paz e tudo que a ARTE inda for capaz e um Dois Mil e Dez com muito AMOR da cabeça aos pés
o que trago embaixo as solas dos sapatos é fato bagana acesa sobra do cigarro é sarro dentro do carro ainda ouço Jimmi Hendrix quando quero dancei bolero sampleAndo rock and roll pra colher lírios há que se por o pé na lama a seda pura é foto síntese do papel tem flor de lótus nos bordéis Copacabana procuro um mix da guitarra de Santanna com os espinhos da Rosa de Noel
taubaté tremembé tamanduateí tabatinga taguatinga tracunhenhem tucuruví toda palavra nua me tesa como o t da tua tigresa matisse que nunca vi
artur Gomes http://tropicanalice.blogspot.com a flor que alice traz na boca não tem hóstia nem baton é flor de lírios do cerrado de um tom quase encarnado meio carmim meio marron cor dos olhos de alguém que nunca vi numa janela só ali pele e tecido dentre a roupa sob pêlos de um furor em carne viva onde o sangue corre solto e a pele ouro ao sol risco de luz ao meio dia cheirando sexo todos poros e um estranha solidão o teu nome quase sempre em minha boca como um beijo nunca findo e o teu ser me permitindo que entre pétalas e pedras sangrasse o hímen da paixão
IBIRAPITANGA
hoje vi na rua a palavra ibirapitanga que eu não conhecia e mesmo não a conhecendo já sabia que existia
assim como: ibirapitinga ibiratininga annhangabaú anhanguera araraquara jabaquara Ibirapuera
caído do céu poema azul ácido pássaro abatido de gozo e riso banido do paraíso ferido em tombo preciso letra de fado ritmo de samba soar colorido feito blues de branco tingido que deus me prove vai que o céu é mais ao sul e deus me love e deus me livre de ser eu a besta do após calipso vai que eu sei que viro a mesa luso-afro-brasileira de madeira nobre expondo os restos coloniais desta nação de hipócritas mostrando os rastros desta história corrompida vai que sei não estou só e não é só meu esse nó e esse bom gosto na língua
A campanha Loucos Somos Nós, além do recolhimento de doações(material de limpeza, higiene pessoal e roupas usadas), prevê ações com arte cultura e lazer voltadas para os pacientes do referido hospital, constituindo assim um projeto Social permanente da Associação de Arte e Cultura Esporte e Lazer Nação Goytacá. As doações serão entregues diretamente ao Hospital em horários e dias que divulgaremos brevemente.
Overcoming Skate Vídeo
Família do Skate se junta a Nação Goytacá e a ProBeach Vôllei na campanha Loucos Somos Nós em prol do Hospital João Vianna. –
Dia 26 setembro setembro 2009 19:00 – Furdunço Etílico – Semana da Imprensa 20:00h – Lançamento da Campanha Loucos Somos Nós 22:00h - volta da banda Avyadores doBrazyl + Reubes Pess + Humor + Eixo Nacional + Rock Blues Poesia + Graffiti & Outros Baratos Afins
Taberna D Tutty – Rua das Palmeiras, 13
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
declaração inteira
tenho dez almas:
uma de carne onde me exponho aos instintos.
a segunda entrego ao zelador par que o espanador a inflame.
a terceira quarta quinta sexta sétima oitava entrego-as à mulher amada para seu domínio completo
a nona carrego comigo para sustentar o que de solidão exala
a décima o que sobra dessa solidão
celso borges
Poema obsceno
Façam a festa cantem e dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira
Não se detenham: façam a festa Bethânia Maninho Clementina Estação Primeira de Mangueira Salgueiro gente de Vila Isabel e Madureira todos façam a nossa festa enquanto eu soco este pilão este surdo poema que não toca no rádio que o povo não cantará (mas que nasce dele) Não se prestará a análises estruturalistas Não entrará nas antologias oficiais
Obsceno como o salário de um trabalhador aposentado o poema terá o destino dos que habitam o lado escuro do país- e espreitam.
Não ponha o nome de Gilda na sua filha, coitada, Se tem filha pra nascer Ou filha pra batisar. Minha mãe se chama Gilda, Não se casou com meu pai. Sempre lhe sobra desgraça, Não tem tempo de escolher. Também eu me chamo Gilda, E, pra dizer a verdade Sou pouco mais infeliz. Sou menos do que mulher, Sou uma mulher qualquer. Ando à-toa pelo mundo. Sem força pra me matar. Minha filha é também Gilda, Pro costume não perder É casada com o espelho E amigada com o José. Qualquer dia Gilda foge Ou se mata em Paquetá Com José ou sem José. Já comprei lenço de renda Pra chorar com mais apuro E aos jornais telefonei. Se Gilda enfim não morrer, Se Gilda tiver uma filha Não põe o nome de Gilda, Na menina, que não deixo. Quem ganha o nome de Gilda Vira Gilda sem querer. Não ponha o nome de Gilda No corpo de uma mulher.
Murilo Mendes
POEMA PARA O ÍNDIO XOKLENG
Se um índio xokleng sub jaz no teu crime branco limpo depois de lavar as mãos
Se a terra de um índio xokleng alimenta teu gado que alimenta teu grito de obediência ou morte
Se um índio xokleng dorme sob a terra que arrancaste debaixo de seus pés, sob a mira de tua espingarda dentro de teus belos olhos azuis
Se um índio xokleng emudeceu entre castanhas, bagas e conchas de seus colares de festa graças a tua força, armadilha, raça: cala tua boca de vaidades e lembra-te de tua raiva, ambição, crueldade
Veste a carapuça e ensina teu filho mais que a verdade camuflada nos livros de história
Lindolf Bell
(enviado pela pesquisadora urda Kuegler, de Sc. Em memória do grande poeta catarinense, existe em Timbó, sua cidade natal, o centro de memória Lindolf Bell, onde viveu e onde estão devidamente preservados móveis,objetos,livros, manuscritos ,etc. A curadora é sua filha Rafaela Heting bell, filha da artista plástica ,a escutora Elke Hering Bell. Rafaela , que cresceu em meio à poesia paterna e à arte materna, galeria de arte de seu pai, é diretora do MAB(Museu de Arte de Blumenau). A galeria do poeta, que foi conhecido marchand chamou-se Açu-Açu. AÇU - quer dizer "grande", "comprido". Açu-açu: muito grande. Os indígenas repetem a palavra, para dar a noção de muito, de grande, de muitos. Assim, pana-paná, muitas borboletas. Ati-ati: muitas gaivotas.
Terra de santa cruz
ao batizarem-te deram-te o nome posto que a tua profissão é abrir-te em camas dar-te em ferro ouro prata rios peixes minas mata deixar que os abutres devorem-te na carne o derradeiro verme
sal gado mar de feses bnatendo nas muralhas do meu sangue confidente quem botou o branco na bandeira de alfenas só pode ser canalha na certa se esqueceu das orações dos penitentes e da corda que estraçalha com os culhões de tiradentes
salve-lindo pendão que balança entre as pernas abertas da paz tua nobre sifilítica herança dos rendevouz de impérios atrás
meu coração é tão hipócrita que não janta e mais imbecil que ainda canta: ou viram no Ipiranga às margens plácidas uma bandeira arriada num país que não levanta.
fosse o brazil mulher das amazonas caminhasse passo a passo disputasse mano a mano guardasse a fauna e a flora da fome dos tropicanos ouvisse o lamentos dos peixes jandaias araras e tucanos não estaríamos assim condicionados aos restos do sub-humano
só desfraldando a bandeira tropicalha é que a gente avacalha com as chaves dos mistérios desta terra tão servil: tirania sacanagem safadeza tudo rima uma beleza com a pátria mãe que nos pariu
bem no centro do universo te mando um beijo ó amada enquanto arranco uma espada do meu peito varonil espanto todas as estrelas dos berços do eternamente pra que acorde toda esta gente deste vasto céu de anil pois enquanto dorme o gigante esplêndido sono profundo não vê que do outro mundo robôs te enrrabam ó mãe gentil
telefonaram-me avisando-me que vinhas na noite uma estrela ainda brigava contra a escuridão na rua sob patas tombavam homens indefesos esperei-te 20 anos até hoje não vieste à minha porta - foi um puta golpe!
o poeta estraçalha a bandeira raia o sol marginal Quinta feira na geléia geral brazileira o céu de abril não é de anil nem general é my brazil minha ver/amarela esperança portugal já vendeu para a frança e o coração latino balança entre o mar de dólar do norte e o chão dos cruzeiros do sul o poeta esfrangalha a bandeira raia o sol marginal Sexta feira nesta porra estrangeira e azul que a muito índio dizia:
meu coração marçal tupã sangra tupi & rock in roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola & guaraná
o sonho rola no parque o sangue ralo no tanque nada a ver com tipo dark muito menos com punk meu vício letal é baiafro com ódio mortal de yank
ó baby a coisa por aqui não mudou nada embora sejam outras siglas no emblema espada continua a ser espada poema continua a ser poema
LeminskiArte da palavra em cena Artur Gomes e Mayara Pasquetti De 5 a 10 outubro 2009 Congresso Brasileiro de Poesia Bento Gonçalves - RS
CREDO
Creio na significação do espaço desbravado em ondas na consecução do plano inferior da metamorfose entre o sim e o não na aceitação dos fatos na proibição do consumido em dias alternados conforme dito aos deuses no esquecimento na marcação da pele em suaves disputas introduzidas em pontos de indignação e coragem elevada ao silêncio da palavra em desculpa e ausência no amor ofertado e possuído como entrega e estrada percorrida na idealização do reflexo sobre o espelho estraçalhado em imagens.
meto meus dedos cínicos no teu corpo em fossa proclamando o que ainda possa vir a ser surpresa porque amor não tem essa de cumer na mesa é caçador e caça mastigando na floresta todo tesão que resta desta pátria indefesa
ponho meus dedos cínicos sobre tuas costas vou lambendo bostas destas botas NeoBurguesas porque meu amor não tem essa de vir a ser surpresa é língua suja grossa visceral ilesa pra lamber tudo que possa vomitar na mesa e me livrar da míngua dessa língua portuguesa.
leve ave pena leve arara amazônica breve sobrevoa rara lâmpada límpida azul de zinco impávida oceânica cérebro vivo ofusca a serra wall street cega bela city desumana anti passarada morte que me roa ave pena leve sousândrade que me voa
o poema pode ser um beijo em tua boca carne de maçã em maio um tiro oculto sob o céu aberto estrelas de neon em vênus refletindo pregos no meu peito em cruz
na paulista consolação na na água branca barra funda metal de prata desta lua que me inunda num beijo sujo como a estação da luz
nos vídeos/filmes de TV eu quero um clipe nos teus seios quentes uma cilada em tuas coxas japa como uma flecha em tuas costas índia ninja, gueixa eu quero a rota teu país ou mapa teu território devastar inteiro como uma vela ao mar de fevereiro molhar teu cio e me esquecer na lapa
transparências no papel a seda grafismo em carne minha cor nos dedos recortes visuais no olho vazados como um cão em marte fissura de espada em riste aponto minha língua em cortes a flama do meu sangue em chamas imagens regrafando imagens a sombra do objeto em prismas o dedo no gatilho oculto atiro contra o tédio infame pedaços do meu corpo em prumo poemas refazendo em transe retalhos de um tecido em partes seguindo por segundo a trilha na etérea construção da arte
o vácuo na palavra espaço entre o tempo e o oco do tempo as letras uma a uma não dizendo nada poema inconcluso onde uso a cardioGrafia das pedras como espelho d’água as paredes das palavras as muralhas dos poemas as cordilheiras das letras a criação das coisasa que damos nome anna katarina do itanhandu a pele de sol na carne da lua o sangue das estátuas a escritura das veias junto a isso leio os passos da noite e as curvas do trem na estação da janela a montanha nos olhos contraste entre o solar e os edifícios escuto teu silêncio incauto e ladro como um cão vencido a lua me persegue em signos na boca de um dragão noturno a coisa que percebo é vasta letreiros urbanizando íntimos a pedra do meu sonho é gêmea irmã dos teus segredos ínfimos
somos além dessa matéria óbvia que nos faz dizer — tá tudo bem.
celsoborges
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Overcoming Skate Vídeo
Família do Skate se junta a Nação Goytacá e a ProBeach Vôllei na campanha Loucos Somos Nós em prol do Hospital João Vianna. –
Dia 26 setembro setembro 2009 19:00 – Furdunço Etílico – Semana da Imprensa 20:00h – Lançamento da Campanha Loucos Somos Nós 22:00h - volta da banda Avyadores doBrazyl + Eixo Nacional + Rock Blues Poesia + Graffiti & Outros Baratos Afins
o delírio é a lira do poeta se o poeta não delira sua lira não profeta arturgomes Nação Goytacá http://goytacity.blogspot.com
terça-feira, 15 de setembro de 2009
um dia a gente ia ser homero a obra nada menos que uma ilíada depois a barra pesando dava pra ser aí um rimbaud um ungaretti um fernando pessoa qualquer um lorca um éluard um ginsberg por fim acabamos o pequeno poeta de província que sempre fomos por trás de tantas máscaras que o tempo tratou como a flores
eu queria tanto ser um poeta maldito a massa sofrendo enquanto eu profundo medito
eu queria tanto ser um poeta social rosto queimado pelo hálito das multidões em vez olha eu aqui pondo sal nesta sopa rala que mal vai dar para dois
o paulo leminski é um cachorro louco que deve ser morto a pau a pedra a fogo a pique senão é bem capaz o filha da puta de fazer chover em nosso piquenique
acordei bemol tudo estava sustenido sol fazia só não fazia sentido
nunca quis ser freguês distinto pedindo isso e aquilo vinho tinto obrigado hasta la vista queria entrar com os dois pés no peito dos porteiros dizendo pro espelho— cala a boca e pro relógio — abaixo os ponteiros
quando eu tiver setenta anos então vai acabar esta adolescência vou largar da vida louca e terminar minha livre docência vou fazer o que meu pai quer começar a vida com passo perfeito vou fazer o que minha mãe deseja aproveitar as oportunidades de virar um pilar da sociedade e terminar meu curso de direito então ver tudo em sã consciência quando acabar esta adolescência
um dia desses quero ser um grande poeta inglês do século passado dizeró céu ó mar ó clã ó destino lutar na índia em 1866 e sumir num naufrágio clandestino
todo bairro tem um louco que o bairro o trata bem só falta mais um pouco para eu ser tratado também vendi meus filhos a uma família americana eles tem carro eles tem grana eles tem casa a grama é bacana só assim eles podem voltar e pegar um sol em Copacabana
bom dia poetas velhos me deixem na boca o gosto de versos tão fortes que não farei dia virá que vos saiba tão bem que os cite como quem tê-los um tanto feitos também acredite
entre a dívida externa e a dúvida interna meu coração comercial alterna
quando olho nos olhos sei quando uma pessoa está por dentro ou está por fora quem está por fora não sustenta um olhar que demora diante do meu centro este poema me olha
ali se Alice ali se visse quando Alice viu e não disse se ali Alice dissesse quanta palavra veio e não desce ali bem ali dentro da Alice só Alice com Alice ali se parece