terça-feira, 28 de junho de 2016

o espelho



Cia Desafio de Teatro - apresenta:
O multi-espetáculo - O Espelho
texto de abertura

ator-narrador -

senhores e senhores a nossa obra de arte
sai da cabeça de quem está procurando o que fazer.
não sei se vocês vão entender. mas não importa
vamos abrir a porta para a luz do sol entrar.
a nossa obra consiste pra mostrar pra quem assiste
que cada qual tem sua sina. e o palhaço mal-me-quer
vai roubar tua mulher. nesta noite severina
Odara me deu um corte me mandou pra outra esquina. 
mas hoje  estou com sorte vou prender esta menina na sola do meu sapato nem que seja o último ato do papel que me destina a cia desafio de teatro.

enquanto o ator narrador vai saindo de cena
o elenco vai entrando cantando em coro as cantorias de roda:

mandei fazer uma casinha de farinha
tão bonitinha para o meu amor passar
oi passa sol passa chuva passa vento
só não passa o movimento do cirandeiro a rodar


Curso de Artes Cênicas - O Espelho
SESC  Campos - grátis
Quintas-Feiras - das 15 às 18h
Sábados - das 14 às 17h
Direção: Artur Gomes



domingo, 26 de junho de 2016

curso de artes cênicas



Curso de Artes Cênicas -
processo de criação do espetáculo teatral - O Espelho
           
Cena 1 - a infância - o lugar da memória - uma ação desenvolvida com cantorias populares, e brincadeiras de roda

cantoria 1 -
mandei fazer uma casinha de farinha
tão bonitinha para o meu amor entrar
oi passa sol passa chuva passa vento
só não passa o movimento do cirandeiro a rodar

cantoria 2 -
quem me ensinou a nadar
quem me ensinou a nadar
foi foi marinheiro foi os peixinhos do mar

ei nós que viemos de outras terras
de outro mar
temos pólvora chumbo e bala
nós queremos é guerrear

cantoria 3
atirei o pau no gato to to
mas o gato to to
não morreu reu reu     
dona chica ca ca dimirou-se se se
do berror do berror do berror que o gato deu
miau!

cantoria 4
não atire o pau no gato to to
porque isso não se faz
o gatinho é nosso amigo
não devemos maltratar os animais
jamais!

cantoria 5
fui no tororó beber água não achei
encontrei bela morena que no tororó deixei
aproveita minha gente
que uma noite não é nada
se não dormir agora dormirá de madrugada
ô mariazinha ô mariazinha
entra nessa roda ou ficará sozinha

sozinha eu não fico nem hei de ficar
porque tenho joãozinho para ser meu par

tira tira seu pezinho bota aqui juntinho do meu
e depois não vai dizer que seu pai se arrependeu

eu passei na sua porta seu cachorro me mordeu
não foi nada não foi nada quem sentiu a dor fui eu

corta -

Cena 2 - exercício diante do espelho
a transformação do ator na busca do seu personagem. 

Curso de Artes Cênicas - O Espelho
SESC Campos - grátis
Quintas Feiras - das 15 às 18h
Sábados - das 14 às 17h
Direção: Artur Gomes


sexta-feira, 17 de junho de 2016

no coração dos boatos 7



no coração dos boatos 7

no reino ficção de Assombradado Vampiro salta de galho em galho. ouço a canção do Zé Ramalho a peleja do diabo contra o dono do céu. no reino imperial de Brazylândya, o frankstein embalsamado não tem mais como se defender das acusações do tio patinhas. está mais sujo que caranguejo em manguezal. a a res-pública cara amiga é uma grande privada que cheira mais que pantanal.

Federika Lispector

quarta-feira, 15 de junho de 2016

divina comédia



divina comédia

tem mistérios no meu corpo
que ainda não tem nome
leio a Divina Comédia de Dante
enquanto o livro pega fogo
em minhas mãos num mar de quantas
vezes mergulhamos tanto
metáforas à parte
meu desejo explícito
desde aquela praia
no primeiro instante
que desvirginou  meu corpo
derramando mel e sal no  líquido
quando me fez amante

Gigi Mocidade

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Oficina de Artes Cênicas - O Espelho



Oficina Artes Cênicas - O Espelho
SESC Campos -

de 5 a 26 de maio - das 15 às 18h
Tendo o Espelho como elemento cênico desenvolver uma pesquisa no universo surrealista do dramaturgo Espanhol Fernando Arrabal tendo como pano de fundo os textos: Fando e Lis e Guernica.
Com o ator poeta e Diretor de Teatral: Artur Gomes





domingo, 17 de abril de 2016

made in canalhice



made in canalhice

neste país de comício
difícil é quem escapa
das promessas falsas

e o povo no cadafalso
defendendo seu peixe frito
sua farinha de mandioca

liberdade liberdade
foi enforcada com Tiradentes
 os Silvérios dos Reis sobreviveram

hoje são os banqueiros
os empresários da fiesp
os pelegos sindicais

o Brasil hoje não tem mais
um Glauber Rocha
um Nelson Pereira dos Santos

só pastores travestidos de santos
muito mais pra satanás
e a justiça do supremo
: tanto fez como tanto faz.

Artur Gomes


sexta-feira, 15 de abril de 2016

são saruê 1



são saruê 1

o vento nordeste
atiça meu ser cabra da peste
assumo o risco
sou diabo sou curisco
boto a peixeira na cinta
pra pular fogueira
em noites de São João
meu Xangô Xangô menino
viva o povo nordestino
nosso deus é Lampião
Artur Gomes II
FULINAIMAGEM - A Poesia Proibida de Artur Gomes


segunda-feira, 11 de abril de 2016

cogito


há muito tempo que este país não tá pra peixe
naquela tarde era fim de ano. cantávamos Caetano em Teresina a cajuína era pouca. raspamos o tacho e não era mole a rapa dura. Olga me abriu o Magma um Mar de larvas de fogo. em cada palavra/poema de sete letras. em cada poema sete cabeças no jogo. levamos flores ao túmulo do poeta da tropicália. Medeiros não se conteve chorou a dor dos aflitos. e para aliviar o seu pranto berrou o poema: 

COGITO

eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível
eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora
eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranqüilamente
todas as horas do fim.

Torquato Neto

sexta-feira, 8 de abril de 2016

jazz free som balaio



Jazz Free Som Balaio
Para Moacy Cirne
gravada no CD fulinaíma sax blues poesia


ouvidos negros Miles trumpete nos tímpanos
era uma criança forte como uma bola de gude
era uma criança mole como uma gosma de grude
tanto faz quem tanto não me fez
era uma ant/Versão de blues
nalguma nigth noite uma só vez

ouvidos black rumo premeditando o breque
sampa midnigth ou aversão de Brooklin
não pense aliterações em doses múltiplas
pense sinfonia em rimas raras
assim quando desperta do massificado
ouvidos vais ficando dançarina cara
ao Ter-te Arte nobre  minha musa Odara

ao toque dos tambores ecos sub/urbanos
elétricos negróides urbanóides gente
galáxias relances luzes sumos prato
delícias de iguarias que algum Deus consente
aos gênios dos infernos
que ardem gemem Arte
misturas de comboios das tribos mais distantes
de múltiplas metades juntas numa parte

Artur Gomes

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sagarânica



Sagarínica
Poema do livro SagaraNAgens Fulinaímicas

a rede vazia
olha o infinito
a sua frente
estou armado de poesia
até os dentes.

Artur Gomes
www.juras-secretas.blogspot.com






poema do terceiro dia

remover a pedra dos rins
a faca dos dentes
a escama seca da espinha da serpente
retirar da carne o sal que restou do mar
e me mandar para outras águas
de preferência água doce
antes que o mar me salgue
antes que o mar me cegue
peço a Oxum que me leve
por onde eu ainda possa me salvar





na pele da memória para saudar 2016

o mar
me levou a última quimera
o movimento dos barcos

ondas sempre morrem no cais
nem sei se quero mais tanta procura
daquilo que não tenho
se nos olhos ainda tenho flores de dezembro
daquela manhã ainda me lembro
adele tinha a pele branca
como uma bruma de vênus
em tuas costas uma palavra indígena:
Bertioga
a tua língua macia me trazia o gozo
e nunca fora de menos
com a boca de água e sal me lambia
depois dos beijos molhados
nos lençóis de areia
e não era mais lua cheia
quando acordamos dentro.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

juras secretas


Jura secreta 133

O que existe por trás da poesia – o poeta e sua musa


Fosse alguma estrela de Vênus

ou apenas fosse uma Afrodite de Zeus
meus olhos de tigre alcançam
teus olhos dentro dos meus

mesmo em outras galáxias

viajantes de um outro universo
nas asas aladas de um deus

teu corpo me foi prometido

sou filho de quem Prometeu


Artur Gomes 






jura secreta 134

essa coisa sagrada nos mitos

que ainda não tem os olhos de Íris
entre meus músculos elétrica passeia
pelos mares quânticos
em atlânticas equações de meta física
como se em teus nervos 
abrigo procurasse
e se abrindo me entregasse
a flor amora logo abaixo do umbigo


Artur Gomes 

www.juras-secretas.blogspot.com 



jura secreta 135

essa esfinge me devora
fosse Afrodite ou fosse Vênus
fenícia Fênix ou fosse Flora
muito seria de menos
o poema/nuvem em tua boca
como uma Ítaca de Creta
na mitologia sagrada
alguma jura secreta
na carne da Fênix de Fogo
o mar entre as coxas de Hera
o sol nos olhos de Íris
metáfora na ira de um deus
por quê me acordas Electra
se no sonho ainda sou Zeus?


Artur Gomes


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

convite



Sarau Baião de Dois - 13ª Edição
Dia 28 de Agosto a partir das 19h
em comemoração a chegada dos  67 anos de Artur Gomes 
Espaço Cultural Fulinaíma - SINASEFE
Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacazes-RJ

https://www.facebook.com/events/862611893792360/

veraCidade 

por quê trancar as portas 
tentar proibir as entradas 
se já habito os teus cinco sentidos 
e as janelas estão escancaradas ? 

um beija flor risca no espaço 
algumas letras de um alfabeto grego 
signo de comunicação indecifrável 
eu tenho fome de terra e esse asfalto 
sob a sola dos meus pés  agulha nos meus dedos 

quando piso na Augusta 
o poema dá um tapa na cara da Paulista 
flutuar na zona do perigo  entre o real e o imaginário 
João Guimarães Rosa Caio Prado Martins Fontes 
um bacanal de ruas tortas 

eu não sou flor que se cheire 
nem mofo de língua morta 
o correto deixei na Cacomanga 
matagal onde nasci 

com os seus dentes de concreto 
São Paulo é quem me devora 
e selvagem devolvo a dentada 
na carne da rua Aurora 

FULINAÍMA Produções
Artur Gomes
portalfulinaima@gmail.com
www.youtube.com/fulinaima
http://artur-gomes.tumblr.com 
(22)99815-1266 (22)98141-4991

terça-feira, 11 de agosto de 2015

noite das virtudes


Cia Solidária de Teatro – apresenta:
Noite das Virtudes
Uma Parábola Sobre o Amor e A Honestidade
Dia 29 de Agosto - 19:00h


Encenação:
Personagens: Aninha – Luciana Canela
Irene – Gisele Canela
Vovô Bento- Artur Gomes
Texto: Luciana Canela
Direção: Artur Gomes
Ingressos: R$ 15,00


Lar de Débora – Rua Cora de Alvarenga, 135
Campos dos Goytacazes-RJ
Campanha em prol da construção da Casa da Criança e do Idoso
https://www.facebook.com/events/1456306794674150/