quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A Arte Educação Pelo Fragmento



1º de Abril - um heppening
fulinaíma blues poesia
Artur Gomes - poesia: corpo e voz
Dalton Freire - sax e flauta
Reubes Pess - voz e violão
participação especial: Rapper Dizzy


1º de Abril

telefonaram-me
avisando-me que vinhas
na noite
uma estrela
ainda brigava
contra a escuridão
na rua sob patas
tombavam
homens indefesos
esperei-te 20 anos
e até hoje não vieste
à minha porta

- foi um puta golpe

Artur Gomes
In Suor & Cio – 1984



oficina de poesia falada e produção de vídeo




Oficina Cine Vídeo Teatro
produção da cine novela: RUIDURBANOS

Vídeo Instalação : RUIDURBANOS: Uilcon Pereira In Memória







fulinaíma produções

contato: portalfulinaima@gmail.com 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

beijaria toda rosa



eu
beijaria toda rosa
entre tuas coxas
na vagina rente
lambuzando de saliva
tua seiva quente



Artur Gomes 

XIX Mostra Internacional de Poesia Visual


XIX Mostra Internacional de Poesia Visual
Tema: 1964 – 2014 – Um Golpe de Dados na História
II Mostra de Vídeo Poesia
Vídeo Instalação - RUIDURBANOS: Uilcon Pereira In Memória
XXII Congresso Brasileiro de Poesia
6 a 11 de outubro 2014 – Bento Gonçalves
Rio Grande do Sul –
poesia visual e vídeos devem ser enviados para:cx postal 41 – Bento Gonçalves-RS 95700.000
curadoria: 


Artur Gomes

eu dos temporais



fulinaíma produções
portalfulinaima@gmail.com


www.youtube.com/fulinaima

sábado, 18 de janeiro de 2014

Artur Gomes no 27 PSIU Poético


Artur Gomes no 27 PSIU Poético
interpretando Torquato neto e Paulo Leminski
Montes Claros-MG – outubro 2013

Agora não se fala mais
Agora não se fala nada
Toda palavra guarda uma cilada





CarNAvalha
Torquato Neto Re-Visitado


falso fausto é todo aquele

que te defende pela frente
e te ataca pelas costas
odeio falsidade bosta
estou dando adeus desta cidade
procurando outras pessoas
encontrando outros poetas
o meu poema não tem nenhuma
linha reta
tenho só sagaraNAgens
no projeto escriDuro
meu verbo é foda na boneca
"eu sou a mosca que pousou na sua sopa"
- sou o passado do presente
pra desafinar o seu futuro


Artur Gomes


Leve um homem e um boi ao matadouro o primeiro que berrar é o homem, nem que seja o boi – Adeuzão (Torquato Neto)




Fulinaíma Produções – 
Cine Vídeo Teatro Poesia – 
Oficinas - Mostras - Performances –

quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro ou está por fora
quem está por fora
não sustenta um olhar que demora
diante do meu centro
este poema me olha

Paulo Leminski
http://www.youtube.com/watch?v=29ar8LdbF9s&feature=youtu.be

Oficina de Poesia Falada e Produção de Vídeo
Fulinaíma Produções

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

poesia do brasil

 

Fulinaíma produções

Lilia Diniz na 7ª FELIZ – 
São Luís - Maranhão

Usina
mói a cana
o caldo e o bagaço

Usina
mói o braço
a carne o osso

Usina
mói o sangue
a fruta e o caroço

tritura torce suga
dos pés até o pescoço

e do alto da casa grande
os donos do engenho
controlam: o saldo e o lucro


Artur Gomes
http://www.youtube.com/watch?v=bloympN4Jlg&feature=youtu.be
https://www.facebook.com/oficinapoesiafalada?fref=ts
www.artur-gomes.blogspot.com
Fulinaíma Produções – Cine Vídeo Teatro Poesia
Oficinas – mostras - performance
https://www.facebook.com/FulinaimaProducoes?fref=ts






aqui não mais aqui



(uma fímbria)  
                         (uma face)
       
                                            (uma frase)

nem tudo o que sabemos
linguagem
nem tudo o que resta

: o pousar que recolhe
o que existe (a obscura mistura)
viver significa

                         e é tudo
                          sobretudo

Aricy Curvello
Do livro: 50 Poemas Escolhidos Pelo Autor





imagem henrygGrossman

os caramujos gritam
nos mamoeiros
do quintal

sabem

que sou eu
que me aproximo

nem humano
nem cruel:
apenas limpo

de faca
em punho
(enferrujada)

em silêncio
como deve ser
um assassino

alguns apenas
olham e resmungam
antes da queda

outros sussurram
numa língua
de sibilas

sou o ponto cego
no amarelo
do quintal

entre pedras
vou abrindo
suas almas



carlos moreira






um poema para ana elisa

eu pesquei o céu 
não dos anjos e santos 
o céu dos poetas 
que é bem mesclado mesmo 
de infernos

*líria porto







Vitrine contra ignorância
(Para Pat Lau)


Minha pele não é branca
Minha pele não é preta
Minha pele não é amarela
Minha pele é transparente
Para que possas ver
Meu sangue
Vermelho
Minhas vísceras
Iguais às tuas
Meus ossos propensos
A osteoporoses
Meu raio x
Da mesma tua
Fragilidade.



Adriane Garcia






Poetria

poema é face descoberta
de tudo que pulsa

poema é atitude permanente
em tudo que passa

(que massa)

Lau Siqueira
In Poesia Sem Pele




Reynaldo Bessa - fotografado 
por artur gomes no PSIU Poértico - Montes claros-MG




quando eu tinha oito anos
descobri o tempo.
ele estava numa plaqueta,
numa mercearia
dizia: “ fiado só amanhã”
foi aí que percebi que o tempo
não posa para fotos

Reynaldo Bessa
Do livro: Outros Barulhos
Prêmio Jabuti – 2009




quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

poéticas fulinaímicas



a traição das metáforas



não me chamo federika bezerra, nem sou
amante de rosa, noiva sim, mas sem data marcada
para casamento,
e aliança de carne ardendo na coxa esquerda.
tudo mais já foi dito sobre mim na quarta-feira de
cinzas é fato. eu dei o tiro de misericórdia no
peito agonizante do papa no palácio
do catete.

ainda que seja quando aqui e mais além que
seja mar
macabea par aquém não sabe, escava a sua
própria cova, e cava com raiva canina o
buraco negro urubu



Artur Gomes
In Brazilírica Pereira: A Traição das Metáforas
para Hygia Calmon Ferreira onde quer que esteja
www.alpharrabio.com.br






Lunar





A cara da lua

está partida ao meio,
feito um queijo ruído;
meu coração também
vive partido
- à míngua:

de amar como quem se afoga,
de amar como quem se vinga.




Salgado Maranhão 

do livro: A Cor da Palavra 
prêmio da Academia Brasileira de Letras - 2011



Celso Borges -
 fotografado por Artur gomes na Feira do Livro de são Luís - Maranhão



O Incêndio da Casa dos Lordes e dos Comuns



do outro lado do mundo

beira de um rio londrino
o pintor Joseph Mallord William Turnertoca fogo no fim do céu

no dia seguinte a Tate Gallery anuncia o leilão do pôr-do-sol


Celso Borges

No livro BELLE EPOQUE
cbpoema@uol.com.br





cidade acesa


meu coração inquieto
quer zanzar
pela madrugada adentro
dentro de você
ele quer te abrasar
quer mel e beleza
quer te namorar
de pau duro
e palavras acesas

Aroldo Pereira
In parangolivro
www.7letras.com.br









Tudo é nada
a cidade abandonada
e essa rua não tem mais
nada de mim
nada.
Noite alta madrugada
na cidade que me guarda.
E esta cidade me mata
de saudade
é sempre assim.
Toda palavra calada
nesta rua da cidade
que não tem mais fim.

Torquato Neto





por onde passeio minha língua 2




tenho aqui
 a língua
 no meu céu da boca
o
coração em cantos
entre uma vértebra e outra
e 
a flor de lótus
no jardim das quantas
tua fome tanta
me mordendo as coxas

entre esperma e sangue
onde colho os lírios
entre um beijo e dor
não comi teu fruto
do desejo ainda
e esse gosto tenho
entre língua e dentes
pois sonhei teu corpo
numa mesa farta
onde bebi nas noites
este teu leite quente


Artur Gomes